domingo, 28 de dezembro de 2008

História






Vila Cova,

é uma freguesia muito antiga e pode supor-se ter sido fundada no período Pré-Romano durante as invasões dos Bárbaros. É do conhecimento geral que existe, ainda hoje, em Vila Cova, um lugar chamado Alto do Sião que resultará da evolução do nome pessoal de origem Germânica, que corresponde, pensamos, ao território ocupado por um antigo castro de nome Siloni, provavelmente em honra de algum Rei Bárbaro, quiçá um rei das Astúrias que viveu no séc. VIII. Essa designação ter-se-á perdido aquando do repovoamento e consequente deslocação para a actual Vila Cova ou “vila entre montes”. O rei D. Dinis ter-lhe-á dado foral no séc. XIII, tendo as suas casas e foros sido entregues aos frades da ordem de S. Gerónimo a quem os moradores de S. Thiago de Villa Cova tinham de pagar os foros que eram colectados por uma pessoa da terra, nomeadamente, o Morgado António Botelho Guedes do Amaral, pessoa de alta nobreza e detentor de vasto património. A esta ordem religiosa foram ainda entregues entre outras propriedades importantes, o Convento dos Jerónimos de Lisboa.

Facto ainda de realçar na história desta freguesia é o de que em 1570 estava anexa à de S. Miguel da Pena, pertenceu ao concelho de Ermêlo até à sua extinção por decreto de 31 de Dezembro de 1835, em 1840 aparece anexa à de Quintã, fixando-se, finalmente a Vila Real.



Mascoselo,

Conta-se que partiram de Louredo oito pessoas em direcção ao Alto do Velão. Lá chegadas sentaram-se para descansar e para decidir em que direcção seguir. Consta que uns queriam seguir para o lado de Pardelhas e outros para o lado de Vila Cova. Para ultrapassar o impasse decidiram dividir-se seguindo quatro para um lado e quatro para o outro. Os que seguiram em direcção a Vila Cova, passando por aquele lugar de Mascoselo, gostaram tanto que resolveram ficar por lá.

Este é um pequenino resumo de uma historia que se conta por lá, e que poderá ter a ver com a fundação de Mascoselo ou, pelo menos, com o seu crescimento e a sua ligação a Vila Cova. Os Morgados de Vila Cova, senhores de grandes domínios, também em Louredo, quiseram, no inicio do século XVIII, concentra-los para melhor “proveito”. Não admira, pois, que o único moinho que lá encontramos fosse um não muito antigo moinho em ruínas, disfarçado debaixo de umas “eradeiras” e desconhecido para a maioria das pessoas, construído pelo Sr. António Machado por volta de 1930, como nos conta a sua filha, a Sra. Donzília Machado.

Segundo um relato de 1758 da autoria do Vigário Padre Pedro Leite, “… havia naquele lugar de “Mascutelo” uma capela da devoção da Senhora do Rosário, bem ornada. A dita capela está situada no meio do povo…”. Lamentavelmente agora nada “...bem ornada…” uma vez que está transformada em palheiro e as suas imagens espalhadas sabe-se lá por onde, ainda se pode ver, bem no meio do povo sobre a “padieira” da porta uma inscrição com a data de 1721 ? , data que coincide com o período em que os Morgados de Vila Cova vincularam os bens que possuíam nas freguesias de Campeã e Louredo “para tudo andar junto aos dois vínculos…”.


6 comentários:

  1. Bom...
    Reviver um pouco de história é muito bom , ainda para mais de um lugar que não conhecia.
    Muito bem vindo ao mundo da blogosfera e tudo de muito bom para este espaço
    Gostei de ler
    (*)

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  2. Como cidadão desta pequena aldeia mas ao mesmo tempo bela e com varios encantos ainda por descobrir, é com muito orgulho que vejo aqui neste blog retratada um pouco da historia desta mesma. Tambem queria felicitar os criadores deste blog pela excelente ideia que tiveram. Abraços pra todos. Tiago

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  3. Nao sabia que Vila Cova tinha uma historia descoberta tão antiga !!!!


    Parabéns a todos aqueles que se esforçam para descobrir mais da história da nossa Terra !!



    ASS: Filipe Carvalho

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  4. parabens pelo blog,aproveio para les pedir uma enformacao,,,gostava de construir na minha aldeia,mas nao tenho terreno apropiado, afreguesia da terreno ou vende?
    cordialmente

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  5. Boa noite amigo A. Tuna,
    Esse é de facto um problema enorme que urge resolver tanto em Mascoselo como em Vila Cova. Infelizmente nem a junta de freguesia, nem a Assembleia de Compartes, que é, como deve saber, quem gere os terrenos baldios, possuem terrenos onde seja permitida a construção. Estamos no entanto a envidar todos os esforços para conseguirmos desafectar da reserva florestal duas parcelas de terreno, uma em Vila Cova e outra em Mascoselo, que nos permita resolver em definitivo esse problema. É contudo um processo bastante burocrático que necessita inclusive de um diploma do conselho de ministros, e que nesta fase de eleições é impossível de obter.
    Pele minha parte, deixe-me ressalvar que aqui respondo enquanto “filho” de Vila Cova preocupado com os problemas da freguesia e enquanto presidente da mesa da Assembleia de Compartes, vou fazer todo o que estiver ao meu alcance para conseguir resolver esta dificuldade.

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  6. Parabens dende a Galiza,hirmans.
    Por favor teño unha pregunta . Podería alguén decirme se terá algo que ver o nome de Vilacova en orixen con unha antiga mina ou explotación de ouro ou algo similar ?
    Por favor a resposta a heletes@hotmail.com , eu tamén estudio a historia da miña vila e interesame este asunto.Espero se me entenda o Galego e o Portugués vimos da mesma orixe.
    Moito obrigado.

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